Geral – Um levantamento com base em dados de quase 70 anos reforça o que a medicina já alerta há décadas: beber eleva o risco de câncer. Pesquisadores analisaram registros entre 1950 e 2018 e cruzaram o consumo médio de álcool com mortes por tumores de fígado, trato aerodigestivo superior, intestino e mama.
A análise e os números
A média anual no período foi de 12 litros por pessoa entre homens e 6 litros entre mulheres. Segundo o estudo, publicado no British Journal of Cancer, a redução de um litro por ano esteve ligada a queda de 3,6% nas mortes por câncer do trato aerodigestivo superior em homens e 3,4% em mulheres.
No câncer de fígado, a diminuição foi de 4% entre homens.
No colorretal, 1,2% entre homens e 0,7% entre mulheres.
Já no câncer de mama, houve redução de 2,3% entre mulheres.
O alerta dos médicos
O oncologista Roberto Pestana, do Einstein Hospital Israelita, explica que o efeito é populacional e não deve ser visto como meta individual fixa. Cada pessoa responde de forma diferente. Mesmo assim, o risco é cumulativo e depende da dose. Para prevenir câncer, o ideal é não beber. Não existe nível considerado seguro. Fonte: British Journal of Cancer e Metrópoles.
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