Santiago – RS – (Região Central) Santiago aparece como exemplo positivo quando o assunto é proteção às mulheres. O município possui políticas organizadas e uma rede de atendimento estruturada, justamente o que especialistas apontam como essencial para enfrentar a violência doméstica.
Estrutura de proteção
Entre as ações existentes estão o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, criado em 2018, e a Coordenadoria Municipal dos Direitos da Mulher, que completa 20 anos em 2026. A cidade também conta com três Salas das Margaridas, a Patrulha Maria da Penha e o grupo Mulheres Despertar, que atua no apoio a vítimas de violência.
Rede de atendimento integrada
Santiago ainda possui o Centro de Referência Especializado de Assistência Social, além de atendimento voltado à saúde da mulher no Centro Materno Infantil. Hospitais, Unidades Básicas de Saúde e o pronto atendimento também fazem parte dessa rede de proteção.
Diagnóstico no Estado
Um levantamento divulgado pelo Tribunal de Contas do RS mostra que apenas 20,8% dos municípios gaúchos possuem políticas organizadas de enfrentamento à violência contra a mulher. O estudo ouviu 453 cidades e revelou que 38,9% não têm nenhuma política específica na área.
Cenário preocupa no Estado
Os dados aparecem em meio a um cenário grave. Em 2025, o RS registrou 80 feminicídios e quase 70 mil pedidos de medidas protetivas foram encaminhados à Justiça. Somente nos dois primeiros meses de 2026, 20 mulheres perderam a vida.
Redação, João Lemes. Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Social
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso


