São Paulo – (SP) – Filho de uma diarista e de um pedreiro, o jovem subiu ao palco ao lado do presidente Lula para contar como saiu da periferia para virar diplomata. Ele foi um dos 50 aprovados em um concurso dificílimo, que teve quase 9 mil candidatos, e agora representa o Brasil no exterior.
Escada do estudo
Douglas não nasceu em berço de ouro e precisou ralar muito. Ele estudou a vida toda em escola pública e trabalhou como garçom e monitor de brinquedos para ajudar em casa. A virada veio com o ProUni, que garantiu a faculdade de graça, e depois com o apoio do governo para fazer mestrado. “Perseverança não tem classe social”, disse o jovem com a voz embargada diante de 15 mil pessoas.
Cara do povo
O Itamaraty sempre foi conhecido por ser um lugar de gente rica e de sobrenome importante, mas Douglas avisou que as coisas estão mudando. No discurso, ele garantiu que a diplomacia brasileira vai ter a cara do povo, com mais negros e mulheres. O presidente Lula aproveitou o gancho para dizer que, se um filho de empregada e pedreiro chegou lá, qualquer um que tiver oportunidade também pode chegar.
Exemplo que fica
O evento celebrou os 21 anos do ProUni e os 14 anos da Lei de Cotas, mostrando que essas ajudas do governo são o que fazem a diferença para quem vem de baixo. Para Douglas, a educação transformou não só a vida dele, mas o orgulho de toda a família. A mensagem que ficou para a gauchada e para todo o Brasil é simples: a tua origem não manda no teu destino se tu tiver chance de estudar.
Redação, João Lemes; Fonte: Governo Federal e Ricardo Stuckert
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