Quem foi rei nunca perde a majestade. Neste dia 4, nada mais justo do que lembrar duas lendas da música campeira: Gildo de Freitas (Leovegildo José de Freitas) e Teixeirinha (Vitor Mateus Teixeira).
Ambos possuíam um estilo tradicionalista muito próximo, foram parceiros e rivalizavam em popularidade. Os dois morreram num dia 4 de dezembro: Gildo, em 1982, aos 63 anos, e Teixeirinha, em 1985, aos 58.
Gildo de Freitas nasceu em Porto Alegre. Teixeirinha era de Rolante.
Segundo o site Estância Virtual – “ao longo de sua vida, Gildo nunca aguentou injustiças sem intervir – daquele jeito xucro dele. Um cafetão explorando prostituta, um marmanjo impondo sua força contra uma mulher ou uma criança, um sujeito humilhando um bêbado, nada disso era suportável aos olhos do justiceiro Gildo de Freitas. Politizado, assim que se tornou conhecido no meio regionalista, ele se integrou aos comícios de campanha de Getúlio Vargas, Leonel Brizola, João Goulart, Alberto Pasqualini, entre outros ilustres trabalhistas”.

Dizem que Gildo gostava de uma peleia e que teria sido preso mais de 40 vezes. Entre 1953 e 1954, ele conheceu Teixeirinha, com quem estabeleceu uma parceria. Um duelo de versos entre Gildo e Teixeirinha poderia durar horas, ficando muitas vezes sem vencedor.
Teixeirinha também era um exímio repentista. Porém, ficou famoso como cantor e compositor, e Gildo ganhou mais fama como trovador.
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