Santiago, RS – A Câmara sedia, nesta terça às 19h, uma audiência pública estratégica para discutir o futuro do transporte ferroviário e a situação de cerca de mil moradores que vivem na região “beira-trilho”. O debate é liderado pelo deputado estadual Tiago Cadó, presidente da Comissão Especial da Assembleia Legislativa que trata das ferrovias inativas no RS.
O encontro visa unir o setor produtivo e autoridades para garantir que a região seja incluída com protagonismo no novo edital de concessão federal, previsto para 2027.
Novo contorno ferroviário
Um dos pontos centrais da fala do deputado é a defesa de um novo traçado para os trilhos. A proposta é que a ferrovia faça um contorno, evitando que o trem passe por dentro da cidade.
Regularização fundiária
Com o deslocamento dos trilhos para fora da área urbana (contorno ferroviário), torna-se viável a regularização das moradias na beira dos trilhos. “A ideia é dar dignidade e entregar a escritura dessas casas para famílias que hoje estão em situação irregular”, explica Cadó.
Conexão logística
O deputado defende que a nova concessão conecte Santa Maria, Santiago e São Borja, ligando a região central ao Porto Seco da fronteira, facilitando o fluxo de mercadorias para o Mercosul.
Impacto econômico e escoamento da produção
A mobilização busca comprovar a viabilidade econômica da malha regional para baratear custos logísticos:
- Escoamento de safra: a ferrovia é vista como essencial para reduzir o valor do frete da soja e de outros produtos exportados, principalmente para a Ásia via Porto de Rio Grande.
- Pressão política: como o contrato atual vence em fevereiro de 2027, o objetivo é garantir que o Vale do Jaguari e a Fronteira Oeste não fiquem de fora do novo edital do Governo Federal.
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