Alunos do Monsenhor criam documentário e fazem história

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Na atualidade, é comum ver estudantes do Ensino Médio mais conectados a dispositivos eletrónicos do que a livros. Mas, o que acontece quando um professor de História propõe uma atividade de pesquisa a um grupo de alunos tão familiarizado com tecnologia? Na turma 211 da Escola Monsenhor Assis, o resultado foi um documentário inovador criado pelos próprios alunos, fruto de um desafio lançado pelo professor Duda Machado da Silva.

Projeto “Eu, Tu e os Outros”

Durante as aulas de História, o professor Duda sugeriu dentre as disciplinas eletivas, da educação integral, a denominada “Eu, Tu e os Outros”, que desafiava os alunos a realizar um documentário. A ideia era que os estudantes pesquisassem, filmassem, editassem e apresentassem um estudo sobre a formação das etnias brasileiras. O projeto envolveu não só a turma, mas também a comunidade escolar, refletindo o orgulho de cada aluno em ser parte de um povo tão diverso.

O impacto no ambiente escolar

O professor Duda destacou o orgulho que sentiu ao ver o envolvimento da turma 211 e a qualidade do trabalho. O documentário está disponível nas redes sociais da escola Monsenhor Assis e dos próprios alunos. Além disso, o sucesso deste projeto tem inspirado outras turmas, especialmente com a implementação do turno integral na escola, que tem melhorado os resultados educativos.

O documentário e as histórias pessoais

O professor Duda e as alunas Ana Luísa Costa Guerra, Tuilly Velasque Dorneles, Ana Benvegnu e Emanuelle Lopes da Silveira, foram entrevistados por Sandra Siqueira na rádio Nova Pauta. Elas contaram as suas experiências ao trabalhar no documentário, assumindo papéis de apresentadoras e também de representantes de suas origens. Tuilly, por exemplo, relatou que, na infância, incomodava-se ao ser chamada de “indiazinha”, mas hoje sente orgulho das suas raízes indígenas. Ana Luísa, com cabelo afro, compartilhou que antes sentia-se diferente, mas agora orgulha-se da sua identidade. Emanuelle interpretou a rainha Maria Leopoldina reconhecendo seu papel importante para o Brasil. Já Ana Benvegnu desempenhou o papel de cineasta. Sendo responsável pela filmagem e edição do documentário, utilizando apenas o telemóvel, mas com muita criatividade e dedicação.

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