A história de Nahyra Schwanke é a definição de paixão e determinação. Desde cedo, ela demonstrou seu amor pelas estradas. Com apenas 12 anos, começou a trabalhar na fazenda da família em Arroio Bonito, Sobradinho (RS), guiando tratores para arar o solo. Mas o que realmente chamava sua atenção eram os caminhões trafegando pelas estradas de terra.
Após anos vivendo uma vida convencional – casando-se e tendo sua única filha, Salete – Nahyra decidiu seguir seu coração. Em 1958, aos 27 anos e recém-separada, comprou seu primeiro caminhão, um Ford S600 amarelo, e iniciou sua trajetória como caminhoneira. Desde então, percorreu o Brasil transportando trigo, arroz e cevada, rodando entre 8 e 10 mil quilômetros por mês, tudo para sustentar a educação de sua filha.
Nahyra passava até 15 horas por dia no volante e descansava em uma cama improvisada na cabine. Sempre cuidadosa, dirigia a uma velocidade média de 70 a 90 km/h, o que garantiu que ela nunca se envolvesse em acidentes ou cometesse infrações em quase 60 anos de estrada.

Mesmo aposentada, devido a problemas de saúde e idade, Nahyra se mantém uma referência nas estradas brasileiras. Ela mora com sua filha e seus cachorros em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, e guarda lembranças de uma vida repleta de aventuras.
Com tecnologia ou sem, ela se considera uma “vovó moderna” e ainda mantém sua tradicional bolsa com itens essenciais, como óculos, batom e perfume.
Hoje, Dona Nahyra é reconhecida como a verdadeira rainha das estradas, conquistando o respeito e a admiração de quem conhece sua história. Um legado de força, coragem e paixão pelas estradas do Brasil!
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Por: Laura Giuliana
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