
Proibição de produto popular no Brasil e proximidade com o câmbio favorável da Argentina preocupam autoridades
Duas fronteiras internacionais e uma divisa estadual, todas interligadas por rodovias de grande fluxo de caminhões, fazem do RS rota frequente para contrabandistas de agrotóxicos. Os produtos ilegais vêm da Argentina, Uruguai e até Paraguai, exigindo das forças de segurança atuação específica para barrar veículos que escondem o carregamento irregular. (Zero Hora)
Entre janeiro e setembro de 2022, foram apreendidas 51 toneladas de agrotóxicos em 56 abordagens da Polícia Rodoviária Federal nas estradas federais do Estado. Em 2021, este montante foi 10 vezes menor no mesmo período do ano. Em 2020, foram 5 toneladas em todo o ano, quantia ainda menor no ano anterior, com três toneladas em 2019.
A BR-158 é a campeã de ocorrências, com sete apreensões entre Cruz Alta e Frederico Westphalen. A região entre a Argentina e Santa Catarina concentra os maiores volumes, com 40 das 51 toneladas apreendidas entre janeiro e setembro de 2022. A rota é consolidada para transportar agrotóxicos que são permitidos nos territórios vizinhos, mas proibidos no Rio Grande do Sul.
Além dos problemas ao agricultor, o uso de agrotóxicos que não estão regulamentados representa uma série de outras ameaças, desde o solo e a água que vão gerar a safra até o consumidor de alimentos. (Zero Hora)



