Santiago – O retorno às aulas proporciona uma nova fase de aprendizados para os estudantes que, junto de seus professores e colegas, aprendem Português, Matemática…
As descobertas se estendem também para o refeitório, onde a lição do dia é sobre alimentação saudável e nutrição.
Para aprender sobre isso, eles não precisam de caneta e caderno, mas sim de talheres e de um prato servido pelas “Tias da Merenda”.
Há poucos dias, no programa “Terças da Educação”, a jornalista Sandra Siqueira conversou com as nutricionistas Fernanda Ereno e Josiele Trindade, responsáveis pelo setor de nutrição da secretaria de Educação de Santiago.
A escolha da merenda escolar
São elas que decidem o que vai passar pela panela e chegar ao prato servido nos refeitórios escolares.
Segundo elas, o custo para botar comida na mesa dos estudantes foi de R$ 1 milhão e 800 mil em 2023. Com os preços mais elevados esse valor será ainda maior.
Elas salientam que parte do recurso é federal, mas a contrapartida da Prefeitura representa mais da metade.
“Quanto mais colorido o prato, melhor para a saúde”
Josiele afirma que um dos fatores que faz a alimentação escolar ser tão importante é o uso de ingredientes comprados da agricultura familiar local e regional, sendo cerca de 30%.
No cardápio seguido pelas escolas, a dupla arroz e feijão está sempre presente, acompanhada de proteínas (carnes), legumes, saladas e frutas.
“Quanto mais colorido o prato, melhor para a saúde”, ensinou Fernanda.
Pouquíssimo sal e zero açúcar
As orientações das nutricionistas seguidas por mais de 60 profissionais, em maioria merendeiras, que preparam as refeições com dedicação é uso mínimo de sal e o de açúcar é zero.
As opções para adoçar bolos ou sobremesas deve ser natural.
Como é bom ser nutri
Algumas curiosidades sobre as “nutri” da SMEC: Fernanda disse que só aprendeu a cozinhar depois de casar, mas também sempre gostou muito de comer, já que é de origem italiana.
Ela se formou em Nutrição e já estava desistindo de ser nomeada em concursos. Mas daí foi chamada pela SMEC. É uma apaixonada pelo trabalho.
Por sua vez, Josiele conta que sempre gostou de cozinhar e sonhava em fazer Gastronomia.
Como não tinha na região, optou por Nutrição (que não tem nada a ver com Gastronomia, ela garante). Ela sente que forma uma dupla muito boa com Fernanda.
Elas se complementam, trabalham de acordo, pela saúde dos estudantes. São uma dupla feijão e arroz, com muito sabor.
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