
O presidente dedicou seu discurso em evento no Palácio para fazer novas críticas ao combate à pandemia. Ao voltar a defender a retomada das atividades, ele disse:
— Tudo agora é pandemia. Tem que acabar com esse negócio. Lamento as mortes, lamento, todos nós vamos morrer um dia, todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas. Olha que prato cheio para a imprensa. Para a urubuzada que está aí atrás. Temos que enfrentar, de peito aberto, lutar.
Essa declaração foi feita após Bolsonaro afirmar que o Brasil “não terá oportunidade de buscar mudança”. Segundo ele mesmo, foi um “desabafo” sobre as dificuldades em governar o país:
“O que faltou para nós não foi um líder, faltou deixar o líder trabalhar, porque eu fui eleito para isso. Imagina se tivesse o (petista Fernando) Haddad no meu lugar, ou o governador de São Paulo (João Doria, do PSDB) no meu lugar. Que desgraça que estaria este país. Semelhante à Argentina, que fechou tudo? Certamente o RS vai virar uma nova Roraima (em referência à migração em massa de venezuelanos para o Estado do norte do país). Não queremos isso. Rivalidade com a Argentina, só queremos no futebol”, declarou. (Zero Hora)



