(por João Lemes) O RS enfrenta uma realidade que não é novidade, mas que agora ficou impossível de esconder. Oito em cada 10 construtoras falam em dificuldade para encontrar trabalhadores. Falta pedreiro, falta carpinteiro, falta pintor e falta mestre de obras.
Mais de 20 mil por mês: o ganho é bom; mas simplesmente não há gente
Em cidades como Santiago, já se fala em profissionais experientes (mestre de obras) recebendo mais de 20 mil por mês. Então, se vê que o ganho é bom; mas simplesmente não há gente suficiente para atender a demanda. Em muitas obras, a mão de obra já se aproxima ou até supera o custo dos materiais. O mercado virou. Quem tem qualificação está escolhendo onde trabalhar.
Qualificação vale ouro
Durante muito tempo venderam aos jovens a ideia de que sucesso só existia atrás de uma mesa ou com diploma universitário. O resultado está aí. Faltam profissionais em áreas essenciais para o desenvolvimento. A construção civil evoluiu, ganhou tecnologia, organização e segurança, mas não consegue renovar seus quadros. Se não houver investimento pesado em qualificação e formação técnica, o progresso corre o risco de travar.
Casas, prédios, empresas e obras públicas dependem de pessoas capacitadas. O recado é claro: há oportunidade de para quem quiser aprender. O mercado está pagando bem e continuará valorizando quem tiver conhecimento e disposição para trabalhar. O futuro da construção não depende apenas de cimento e tijolo. Depende de gente. E gente qualificada.
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