Candiota prevê desemprego em massa com fim de contrato de termelétrica

A usina representa 40% da receita municipal e era vista como uma peça-chave para a economia local

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Candiota, município de 11 mil habitantes na região de Bagé (Campanha) enfrenta o risco de um desemprego em massa após o veto presidencial à medida que estenderia os contratos de venda de energia da usina termelétrica de carvão mineral Candiota 3, inativa desde 31 de dezembro.

Imagem: Reprodução

O prefeito Luiz Carlos Folador estima que 5 mil postos de trabalho diretos e indiretos possam ser perdidos, impactando não apenas Candiota, mas também cidades como Pelotas, Pinheiro Machado e até Porto Alegre. A usina, que representa 40% da receita municipal, era vista como uma peça-chave para a economia local, inclusive com a previsão de investimentos na ordem de R$ 100 milhões para uma fábrica de cimento, agora suspensos.

O veto presidencial aconteceu por razões econômicas e ambientais

O governo federal argumenta que as termelétricas encarecem as tarifas de energia e vão contra compromissos internacionais de descarbonização e combate às mudanças climáticas, já que o carvão mineral é o combustível fóssil mais poluente. Em resposta, a prefeitura de Candiota decretou a suspensão de serviços públicos não essenciais e organiza atos para pressionar o governo federal. Uma comissão formada pelo Sindicato dos Mineiros busca diálogo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante visita ao RS, para tratar da situação.

A cidade abriga duas usinas termelétricas

Pampa Sul, com contratos até 2043, e Candiota 3, que encerrou seus contratos públicos no final de 2022 e ainda não fechou novos contratos privados. Com 38% das reservas nacionais de carvão mineral, Candiota possui um PIB per capita elevado, sendo o terceiro maior do Estado, mas sua economia está diretamente atrelada à atividade da mina e das usinas.

A Companhia Rio-grandense de Mineração (CRM), estatal que opera a mineração local e tem Candiota 3 como único cliente, também pode ser impactada. Apesar disso, o governo estadual informou que as atividades seguem normalmente, com a preparação de uma nova área licenciada para mineração e a contratação de estudos para uma transição energética que leve em conta o impacto social e econômico do carvão na matriz energética.

Fonte: GZH.

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