O IBGE informou que a inflação fechou janeiro com alta de 0,16%. Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,56%, desacelerando em relação aos 4,83% registrados em dezembro.
Foi a menor variação do IPCA para um mês de janeiro desde a implantação do Plano Real, em 1994, devido principalmente à queda de 14,21% no preço da energia elétrica.
No entanto, a alta dos preços de alimentos e bebidas, com destaque para a cenoura (36,14%), tomate (20,27%) e café moído (8,56%), compensou a queda da energia e contribuiu para a inflação geral.
Análise dos vilões da inflação:
- Carnes: A desvalorização do real e o ciclo pecuário impulsionaram a alta de 21,17% nos últimos 12 meses.
- Café: O café moído teve um aumento de 50,35% no mesmo período, devido a condições climáticas adversas e aumento da demanda global.
- Laranja: A seca e as altas temperaturas afetaram a produção, elevando os preços em 59,56% (laranja lima) e 34,52% (laranja pera).
- Óleo de soja: Apesar da alta de 24,55%, a perspectiva é positiva com a projeção de uma safra recorde.
- Azeite: A seca em países produtores elevou os preços em 17,24%, mas a situação deve se normalizar com a melhora da produção na Espanha.
O que esperar para 2025?
Embora a inflação tenha desacelerado, os alimentos devem continuar pressionando os preços nos próximos meses. A recuperação da economia e o aumento da demanda podem contribuir para essa tendência.
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