
Duas pessoas ficam feridas após colisão na BR-386.
Acidente envolveu dois carros e um veículo de carga. A motorista foi hospitalizada em estado grave. A criança passa bem
A polícia investiga as circunstâncias do acidente, mas um vídeo mostra que a mulher provocou o acidente. Veja o vídeo ao final da reportagem.
Mulher grava vídeo com a filha dizendo que iria tirar a própria vida, momentos antes de acidente. No vídeo ela chega a falar: “diz adeus pro teu pai, pois você nunca mais vai ver ele”. A criança implora dizendo “não”.
Uma mulher e uma criança ficaram feridas em acidente na BR -386, em Lajeado na tarde da última segunda (17). De acordo com a Polícia Rodoviária, um Fiat Uno de Cruzeiro do Sul invadiu a pista contrária e colidiu com um veículo de carga de Anta Gorda. Uma caminhonete Hyundai Tucson, de Ijuí, também se envolveu no acidente.
Dentro do Fiat Uno, que trafegava no sentido Cruzeiro do Sul-Lajeado, estavam uma mulher de 34 anos e a filha, de dois anos. A mulher, que ficou presa nas ferragens, foi socorrida e encaminhada ao hospital. A criança sofreu ferimentos leves e foi levada para o pronto-atendimento.
ATENÇÃO – VÍDEO COM CENAS FORTES –
ABORTO EM VIDA
(Fabrício Carpinejar)
Por detrás de um acidente de trânsito na BR-386, em Lajeado (RS), em que uma mulher e uma criança ficaram feridas, na tarde da última segunda-feira (17), há uma história cruel.
Uma mãe tentou se matar e levar junto a filha de dois anos. Foi uma colisão premeditada, feita como punição ao ex-marido e pai do bebê que estaria começando um novo relacionamento.
Circulou vídeo do diálogo anterior da colisão. Quem viu teve o coração sumariamente arrancado.
Mãe: Onde nós vamos? Vamos nos matar?
Filha: Sim.
Mãe: Vamos se matar, então! Dá tchau para o papai?
Filha: Não
Mãe: Diz “tchau, pai, é a última vez que tu me vê!”
Filha: Não quero!
A pequena acha que se matar é um passeio, concorda não entendendo onde estava indo, acreditando nas boas intenções de sua protetora, que seria uma saída como qualquer outra em sua cadeirinha no banco de trás.
Até que a mãe pede para ela se despedir do pai. Neste instante, ela se recusa, começa a chorar, respondendo que não quer, temendo o destino da conversa.
Não dá para alcançar o raciocínio de alguém que usa o rebento como escudo para retaliação, para vingança, carregando-o junto para o fim em berço macabro, em colo fúnebre, ainda brincando, ainda fingindo que se tratava de uma rotina, ainda chantageando, ainda colocando palavras terríveis na boca da filha, solicitando a repetição exata para a câmera.
Não dá para se pôr no lugar de alguém que nega a sanidade mínima da preservação da família, confundindo sua história pessoal com justiça, capaz de assassinar o seu nenê – absolutamente alheio à tragédia – por orgulho ferido.
Não buscava oferecer apenas um troco, mas dizimar a consciência paterna. Da mesma forma não era amor, mas crueldade e indiferença a ponto de fazer qualquer coisa para chamar atenção. Como se a filha não existisse mais fora do casamento.
Milagrosamente, da sucata do Fiat Uno, que se chocou numa carreta, a criança saiu ilesa. Sua vontade miúda de viver prevaleceu ao instinto assassino materno.
Torço para que nada disso seja verdade. Ter uma mãe assim é ser abortado em vida.



