Santiago, RS – A cesta básica do trabalhador santiaguense encerrou o mês de dezembro com um cenário de preços estáveis, totalizando R$ 691,69. O levantamento foi realizado pelo curso de Administração da URI Câmpus Santiago, sob a orientação do professor Marcos Vinicios Machado e pesquisa da bolsista Isadora Pretto Reis. Mesmo com a elevação do consumo nas festas de fim de ano, os 13 itens fundamentais avaliados não sofreram altas significativas no período.
Comportamento dos preços e principais variações
O custo total foi impactado majoritariamente pela carne bovina (patinho), banana caturra, pão francês e leite integral. Entre as maiores elevações de preço, destacaram-se a batata inglesa (14,90%), o tomate (12,09%) e o óleo de soja (11,59%). Em contrapartida, houve alívio no bolso do consumidor com as quedas registradas no arroz tipo 1 (5,52%), na própria carne bovina (4,12%) e na manteiga (2,77%), favorecidas por safras positivas e condições de mercado.
Impacto na jornada de trabalho e orçamento
O custo da alimentação básica compromete significativamente a renda do trabalhador local. Com base no valor da hora trabalhada em 2025, estima-se que sejam necessárias cerca de 100 horas de serviço mensais apenas para adquirir os itens da cesta, o que representa quase metade da jornada de trabalho padrão.
Salário mínimo necessário
O estudo reforça a disparidade entre o rendimento atual e as necessidades básicas familiares. Segundo o preceito constitucional e estimativas baseadas nos dados do DIEESE, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 5.810,88 em dezembro, valor aproximadamente quatro vezes superior ao vigente, evidenciando o desafio financeiro enfrentado pelas famílias de menor renda.
Fonte: Emanuely Guterres Soares com informações do Curso de Administração
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