(J.Lemes)
Ouvindo hoje as autoridades em audiência na câmara, chego a pensar que Santiago vai amargar mais alguns pares de anos nesta lenga-lega da falta d’água. O chefe Finamor, o gerente Joel não deram prazo de nada. Só dizem que há projetos e que vai haver estação de tratamento, nova adutora, correções etc. Certeza mesmo só a conta que chega todos os meses e cada vez mais alta.
Nosso gerente não lembra nem de avisar a imprensa quando vai faltar água.
O promotor Diego falou “efetivamente” umas 20 vezes, mas de efetivo só um procedimento desde 2005 na promotoria. E nem explicou que “procedimento” era e por que a promotoria guardou sem dar o “efetivo” fim. E seguiu dizendo que vai cobrar e cobrar, mas sem entrar na Justiça. Claro, entrar na Justiça, “efetivamente” dá um trabalhão e pode também não resolver “efetivamente” nada.
Vereadores também falaram; falou o secretário Haroldo (por milagre não foi o Tiago Gorski representar o Ruivo), todos falaram. Os mais inocentes na história são os vereadores. Estes sim, fizeram sua parte, que aliás, só pode ser esta, a de cobrar soluções dos descarados governos que nada resolvem. Para isso, três vereadores serviam.
E quem viu o secretário Haroldo por lá poderia ter perguntado por que ainda não trocaram as lâmpadas em vários pontos que há horas tem reclamações. Na minha rua falta lâmpada há uns três anos.
Como de costume, o problema da água se soma aos infinitos outros: telefonia precária, falta de energia, abandono da América Logística, falta de estradas… vivemos um tempo em que os serviços públicos estão cada vez menos acreditados. E pelo jeito, muita água vai rolar até que as coisas tenham uma “efetiva” melhora.