
Após superlotar hospitais entre fevereiro e março, a pandemia volta a ganhar força, agora a partir do interior do RS
Na avaliação de infectologistas, tendências de agravamento em áreas como as de Santo Ângelo, Cruz Alta e Passo Fundo podem provocar um novo ciclo de avanço do vírus. O cenário é favorecido pela retomada de atividades e chegada do frio – que pode reduzir a ventilação em ambientes.
Embora o Estado ainda apareça com tendência de queda, os números gerais escondem situações diferentes. Conforme os dados do boletim diário, 11 das 21 regiões gaúchas haviam apresentado aumento nos casos e nove tiveram crescimento na procura por UTIs.
As piores regiões
As Missões são uma das zonas de atenção. Santo Ângelo e Palmeira, por exemplo, registraram 62,9% e 47,10% de crescimento de novos casos em uma semana e tiveram quase um terço de subida nas mortes no mesmo período. Cachoeira, Uruguaiana, Palmeira e Santo Ângelo já apareciam com taxas de ocupação de UTI iguais ou superiores a 100%, o que aumenta as preocupações com a estrutura de atendimento.
Vacinação
Cerca de 10% dos gaúchos já tomaram as duas doses, enquanto é necessário algo em torno de 70% para barrar a circulação do vírus.
O infectologista Alexandre Zavascki avalia: embora a vacinação ainda seja insuficiente para gerar imunidade coletiva, pode contribuir com outros fatores, como o fato de parte da população infectada anteriormente estar com alguma imunidade residual, para reduzir a velocidade de uma eventual nova curva de aceleração da pandemia.
Cerca de 10% dos gaúchos já tomaram as duas doses, enquanto é necessário algo em torno de 70% para barrar a circulação do vírus. Mas, individualmente, o risco de desenvolver a forma mais grave da doença é menor após a imunização. (fonte: Zero Hora)



