
A jornalista Marta Sfredo escreveu que desde o megacorte de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, na semana passada, a cotação do barril subiu 15%. Nesta segunda (10), o tipo brent tem leves oscilações para cima e para baixo, ficando quase estável (-0,2%) em US$ 97,66, mesmo com o recrudescimento dos ataques da Rússia à Ucrânia. Em 30 de setembro, a cotação era de US$ 85,14.
Com essa alta, os preços no Brasil ficaram mais baixos do que no Exterior: a defasagem da gasolina chega a 10% e a do diesel, a 13% até a última sexta-feira (7), conforme a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
Para lembrar, a diferença de preços dentro e fora do país é um problema no Brasil porque não há autonomia no abastecimento de combustíveis, especialmente de diesel. Enquanto importa cerca de 10% da gasolina, o país precisa trazer do Exterior cerca de 30% do diesel.
Tasmbém já existe uma grande refinaria privatizada, que não segue a política de preços da Petrobras. Adota a prática de acompanhar as flutuações do barril de petróleo. No sábado (8), a Acelen, do Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, que controla a refinaria de Mataripe (BA), aumentou o diesel S10 (com baixo teor de enxofre, obrigatório em grandes centros) em 11,3%, o S500 (com 50 vezes mais enxofre) em 11,5%, e a gasolina, em 8,7%.
Na semana passada, a alta do petróleo chegou a provocar forte valorização das ações da Petrobras, em sinal de que o mercado esperava reajustes nos preços nas refinarias no Brasil.
Nesta segunda-feira (10), as ações da Petrobras também ficam estáveis (+0,4%), ante especulações de novas mudanças na diretoria da estatal. (Zero Hora)



