Assisense faceiro e de petiça lavada
(por J.Lemes)
São Francisco – No tal ato para brindar o presidente da OAB, Jari Espig, o tal “desagravo”, muitos advogados quase foram às lágrimas com a emoção do rapaz, enquanto ele lavava a égua, se deleitando ao microfone na câmara.
Espig afirmou que o vereador Jeremias ignorou a moral e o Direito de forma irreparável, fazendo ofensas que atingiram a todos os advogados. “Por isso, este Desagravo é um instrumento de solidariedade e repúdio coletivo a este agressor, além de reforçar a dignidade da advocacia. Este ato é uma prova de que a OAB/RS não deixa de dar proteção aos seus profissionais, sendo um verdadeiro pilar do Estado Democrático de Direito”.
Perguntinha: e sobre os advogados safados, ninguém falou? E quem protege a sociedade de suas ações? A OAB só quer proteger os seus e quem denuncia esses “seus” só recebe frases como as ditas acima.
Pois eu lhes digo: não fosse o vereador Jeremias, ninguém saberia das tamanhas falcatruas de alguns advogados assisenses que hoje já pagaram ou estão pagando suas dívidas (devolvendo o dinheiro) dos pobres clientes que eles tinham em suas mãos.
O ato de um advogado é como a confissão de um católico a um padre. Pior, ele lida com a vida do cliente, muitas vezes com o único dinheirinho que ele tem pra receber e que tem o direito de usá-lo pra viver. Trair esta confiança é um ato baixo, sujo, repugnante que merecia era uma boa cadeia.
No entanto, essas palavras, o nosso “eterno” presidente da OAB, que adora um elogio, um holofote, nunca dirá.


