
A igreja movimentou quase seis bilhões entre 2018 e 2019
RIO – A desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, que autorizou a prisão do prefeito Marcelo Crivella, alertou para o fato de que a lavagem do dinheiro desviado “logicamente perdurará”.
“Embora o governo esteja se encerrando, os contratos firmados mediante o direcionamento fraudulento das licitações permanecem em vigor, o que confere aos integrantes da organização a expectativa de continuarem recebendo os percentuais pactuados com os empresários a título de propina”.

Tratando da lavagem do dinheiro desviado no esquema, a desembargadora ainda chama a atenção para a relação dos investigados com a Igreja Universal.
Universal movimentou quase seis bilhões entre 2018 e 2019
Ainda com relação à lavagem de dinheiro, chamam a atenção as estreitas relações religiosas entre Crivella e o bispo da Igreja Universal, Mauro Macedo, em cotejo com o relatório de inteligência financeira. Ela diz que houve movimentação financeira anormal no âmbito da instituição religiosa, na ordem de quase seis bilhões entre 2018 e 2019, o que sugere a indevida utilização da Igreja na ocultação da renda.



