Em entrevista à Folha de S. Paulo , Bolsonaro admitiu ter conversado com auxiliares sobre “alternativas” após as eleições de 2022, nas quais foi derrotado por Lula. Questionado sobre se isso configuraria uma tentativa de golpe, Bolsonaro argumentou que “golpe não tem Constituição” e que as discussões se mantiveram dentro dos limites da lei. Ele afirmou que as hipóteses foram descartadas rapidamente devido à complexidade de um golpe, que envolveria apoio da imprensa, empresariado, religiosos, parlamento e outros atores.
Ele confirmou ter discutido com militares “alternativas” como estado de sítio, estado de defesa e intervenção federal
Bolsonaro tornou-se réu no STF por integrar uma trama golpista, com abertura de ação penal contra ele e seus aliados por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Ele confirmou ter discutido com militares “alternativas” como estado de sítio, estado de defesa e intervenção federal, após perceber que não seria possível recorrer na Justiça Eleitoral. Bolsonaro defendeu que essas medidas estão previstas na Constituição para manter a ordem pública e a paz social em situações de grave instabilidade institucional.
O relatório final da Polícia Federal menciona que a resistência do general Freire Gomes, então comandante do Exército, foi crucial para impedir uma tentativa de golpe. Bolsonaro negou ter pedido apoio para um golpe e afirmou que, se quisesse, teria trocado o ministro da Defesa e os comandantes militares. Ele também argumentou que ajudou o então futuro ministro da Defesa, José Múcio, a fazer uma transição com as Forças Armadas.
Bolsonaro está inelegível até 2030 e pode aumentar a inelegibilidade se for condenado por golpe de estado, com penas que podem ultrapassar 40 anos de prisão.
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