Estado – RS – O aumento do preço do petróleo no mercado internacional, depois dos ataques ao Irã, trouxe reflexos diretos no valor do diesel e também na oferta do combustível. Com isso, setores importantes da economia, como transporte e agronegócio, já relatam aumento de custos e dificuldades para abastecer.
O que a guerra tem a ver com o diesel?
O Irã é um dos grandes produtores de petróleo do mundo e controla o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no planeta. Com os ataques e o clima de guerra na região, o preço do barril disparou. Isso acaba refletindo em todo o mercado mundial de combustíveis.
Por que o diesel subiu tanto?
Quando o petróleo sobe no mercado internacional, o diesel também sobe. Nas últimas semanas o barril chegou a bater 120 dólares e depois ficou perto dos 90. Esse movimento encarece a importação e pressiona o preço aqui no Brasil.
O transporte público já sente os efeitos?
Sim. Em algumas cidades do RS já houve redução de horários no transporte coletivo. Empresas relatam dificuldade para comprar diesel e dizem que, quando encontram, o preço chega até 25% mais caro do que há duas semanas.
E no campo, o que está acontecendo?
No agronegócio a preocupação é ainda maior. O diesel é essencial para máquinas agrícolas e o problema ocorre justamente no período de colheita. Produtores relatam dificuldade para receber combustível e aumento no preço.
O transporte de cargas também está sendo afetado?
Está. Transportadoras dizem que o diesel representa quase metade dos custos do setor. Com o aumento do combustível, as empresas já falam em repassar parte desse custo para o preço dos produtos.
Existe risco de faltar diesel?
Segundo entidades que representam postos de combustíveis, não há um desabastecimento generalizado no RS. O que existe, por enquanto, é restrição em alguns pontos e aumento na demanda.
E qual é o papel da Petrobras nisso?
O mercado aguarda uma posição da Petrobras. Como cerca de 30% do diesel consumido no país é importado, os importadores esperam um reajuste no preço para equilibrar o mercado. Enquanto isso não acontece, cresce a incerteza sobre os próximos dias.
Fonte: GZH/Reportagem de Mathias Boni.
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