Santa Catarina – Os pomares de São Joaquim, na Serra Catarinense, vivem um contraste amargo nesta safra. Embora a produção atual se destaque pela excelente qualidade, com frutos maiores, mais vermelhos e volume acima da média —, parte considerável da colheita está apodrecendo no chão. O problema não decorre de fatores climáticos ou pragas, mas de uma crise severa de falta de trabalhadores para retirar as frutas das árvores no tempo correto.
O prejuízo visível no campo
Vídeos registrados em propriedades locais mostram o solo coberto por maçãs em decomposição, enquanto as fileiras seguem carregadas e sem pessoal suficiente para o serviço. Em um único pomar, o déficit chega a 20 vagas abertas. Como a maçã possui uma janela curta de maturação ideal, qualquer atraso na colheita resulta em perda de valor comercial ou no descarte total do produto, que acaba amadurecendo demais e caindo.
Vagas abertas e desinteresse no setor
A dificuldade em contratar mão de obra temporária ocorre mesmo com a oferta de salários competitivos e benefícios. Segundo os fruticultores, a escassez de interessados é um problema crônico que se agravou nesta temporada devido à abundância da safra. Sem equipes completas para manter o ritmo exigido, toneladas de frutas são deixadas para trás, comprometendo a economia de uma das regiões que é referência nacional no setor.
Impacto na economia regional
O cenário preocupa as lideranças rurais, já que a fruticultura é o principal pilar financeiro de São Joaquim. Enquanto as vagas de emprego permanecem sem preenchimento, os produtores assistem ao prejuízo acumulado dia após dia, vendo o esforço de um ano inteiro de cultivo ser desperdiçado pela falta de braços no campo.
Fonte: Jornal Razão
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