Brasília – DF – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e a sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, estão no centro de uma polêmica sobre a fortuna da família. Um levantamento do jornal O Estado de S. Paulo revelou que o casal triplicou o patrimônio imobiliário desde 2017, quando ele entrou para a Corte. Atualmente, eles são donos de 17 imóveis que valem cerca de 31,5 milhões. O que chama a atenção é que, nos últimos cinco anos, eles desembolsaram 23,4 milhões em compras pagas na hora, sem parcelamento.
Casas de luxo e apartamentos
Entre as aquisições recentes estão uma mansão de 12 milhões no Lago Sul, um dos bairros mais caros de Brasília, e apartamentos de luxo no Jardim América, em São Paulo. Em 2017, o patrimônio do casal era de pouco mais de 8 milhões. Muita gente está se perguntando como a conta fecha, já que o salário de ministro subiu bem menos que o valor dos imóveis no mesmo período. Grande parte desses bens foi comprada através de uma empresa de estudos jurídicos que pertence à esposa e aos filhos do ministro.
Rolo com banco e aviões
A situação fica ainda mais complicada porque o nome da advogada Viviane apareceu ligado ao Banco Master, que sofreu uma intervenção. O escritório dela teria assinado um contrato de 129 milhões com a instituição de Daniel Vorcaro, um banqueiro que está preso e tenta fazer um acordo de delação. Além disso, surgiram informações de que o casal teria usado aviões particulares ligados ao empresário para viajar, o que o ministro nega de pé junto, dizendo que nunca teve relação com o sujeito.
A lei e a transparência
Como o casamento deles é com partilha de bens, tudo o que ela ganha entra na conta do casal. Por ser uma figura tão importante na justiça, o aumento rápido da fortuna gera muita conversa e pedidos de explicação. Até agora, o gabinete do ministro e o escritório da esposa não deram detalhes sobre como conseguiram juntar tanto dinheiro para pagar milhões à vista em tão pouco tempo. O clima em Brasília é de olho vivo sobre esses números.
E você? O que pensa de uma evolução dessas no patrimônio de quem comanda a justiça do país? É possível juntar 23 milhões para pagar casas à vista só com o suor do trabalho? O sonho de um país honesto não nasce da sombra, mas sim da clareza em tudo o que envolve o dinheiro público e o poder.
Redação, João Lemes; Fonte: Estadão e O Sul
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