São Paulo – Após o arquivamento dos inquéritos relacionados à Operação Lava Jato e durante o primeiro ano do mandato de seu pai, Fábio Luis, o Lulinha, decidiu reativar uma das empresas que prestou serviços à Oi e recebeu pagamentos do Instituto Lula.
Essa empresa é a G4 Entretenimento Digital, na qual Lulinha é sócio de Fernando Bittar, filho do falecido ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar. A sede da empresa está em uma sala que esteve bloqueada na Justiça devido a ter pertencido a um líder do tráfico internacional de drogas.
A G4 Entretenimento Digital havia sido investigada pela Operação Lava Jato, que analisou repasses da Oi para a Gamecorp, na qual Lulinha era sócio. Os inquéritos não resultaram em acusações contra Lulinha, mas a empresa ficou inativa por um período.
Lulinha ainda não definiu completamente o modelo de negócios de sua empresa e não fechou parcerias com outros empresários, mas demonstrou interesse na área de jogos. Ele está em busca de um CEO e funcionários para sua empreitada.
O novo endereço da G4 Entretenimento Digital é uma sala em São Paulo, que antes pertenceu a um traficante internacional de drogas e que estava bloqueada judicialmente. Após o arquivamento dos inquéritos, Lulinha decidiu reativar a empresa e alugar a sala.
A história da sala é complexa, e a Justiça ainda a bloqueia. O local estava ligado à empresa Marysol, que pertencia a Gustavo Bautista, um conhecido traficante internacional de drogas. Bautista foi preso no Brasil e, posteriormente, no Uruguai, sendo acusado de ser um megatraficante de cocaína.
A sala foi alugada por José Roberto Barbour, que também tem problemas legais, para a Best In Class, uma consultoria empresarial. O filho do dono da Best In Class é amigo de Lulinha e ofereceu a sublocação da sala para a G4 Entretenimento Digital.
Após a divulgação da história da sala, Lulinha pode considerar procurar um novo local para a sede de sua empresa, de acordo com fontes próximas a ele.
Fonte: Metrópoles



