
A moradora Terezinha Macedo, do bairro São Vicente, notou uma quantidade expressiva de gafanhotos no mato ao lado de casa e relacionou com as nuvens de gafanhotos na fronteira da Argentina. “Nunca tinha visto desses por aqui. São diferentes”, relatou a moradora.

A Defesa Civil esteve no bairro para verificar. Os insetos que aterrissaram por lá são gafanhotos soldados, chamados assim por causa de sua coloração ‘estilo militar’. Conforme Elizandra Pavanelo, que analisou alguns dos gafanhotos, estes são comuns no Brasil.
O gafanhoto soldado se alimenta de vegetação nativa e plantas espontâneas e daninhas, com baixo risco de danos à produção agrícola. A orientação inclusive é de não fazer o controle, tendo em vista que estas espécies desempenham função ecológica no meio ambiente.

Gafanhotos pelo Estado
Há focos de outras espécies de insetos em oito cidades do RS, como Bom Progresso, Redentora, São Valério do Sul, Santo Augusto, Chiapeta. Numa das cidades, as nuvens se espalharam em área indígena.
Contradição
A Revista Exame diz que em Bom Progresso e nas áreas rurais, foi identificado o gafanhoto soldado. “Ele não atinge grande tamanho, mas é capaz de destruir diversos tipos de lavouras por se agrupar em enxames gigantes. O gafanhoto militar danifica plantações de berinjela, eucalipto, cana-de-açúcar, girassol, tabaco, arroz, tomates e mata nativa.



