
“Vai ter impacto. A mortalidade vai subir muito. O quadro é grave. Chegam outros doentes, não só covid. Estamos com dificuldades para acomodar os pacientes com outras doenças”, afirmou Alexandre Zavascki, do Moinhos de Vento.
Os números trazidos pelas autoridades planilhas nas últimas 24 horas mostram os percentuais de ocupação de UTIs beiram os 100% e ainda há pacientes na fila esperando por leitos. Diretores de hospitais e pronto-atendimentos relatam a chegada de muitos pacientes em estado grave e chama a atenção também a maior presença de pacientes com menos de 50 anos.
O assombro do estado do Amazonas

A Rádio Gaúcha ouviu Alexandre Zavascki, chefe do setor de Infectologia do Moinhos de Vento. O infectologista alertou para a gravidade do momento e comparou a situação caos vivido pelo Estado do Amazonas, com uma diferença; aqui há uma estrutura hospitalar é mais robusta e qualificada.
“Chegamos ao limite. A própria prefeitura tem um dado que aponta projeção de colapso completo do sistema em uma semana. E a gente não vê as pessoas fazendo coisas para evitar isso. Os gestores precisam ir aos hospitais e ver o que está acontecendo. Não é só olhar a planilha. É hora de chegar numa emergência. Vai ter impacto. A mortalidade vai subir muito. O quadro é grave. Chegam outros doentes, não só covid. Estamos com dificuldades para acomodar os pacientes com outras doenças”, afirmou.
Para se ter uma ideia, um espaço que poderia atender até dez pacientes covid está neste momento com 51 pessoas em atendimento. Há ainda outros 11 pacientes com outros tipos de doença.
Porto Alegre atingiu novo recorde de 382 doentes em UTIs. Trata-se de 25 a mais do que na véspera e apenas uma abaixo do teto previsto pelo município.



