Injeção contra HIV reduz em 96% risco de infecção

Pesquisa feita nos EUA indica que esta injeção contra HIV reduz em 96% o risco de infecção, em apenas duas doses.

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Uma nova pesquisa mostra que uma injeção se mostrou eficaz contra o HIV. Se aplicada em duas doses, a medicação funciona como vacina contra o vírus e reduz em 96% o risco de infecção.

Pesquisa conduzida pela farmacêutica Gilead Sciences indica que duas injeções, ao ano, foram suficientes para imunizar os pacientes. O nome do medicamento é lenacapavir.

A farmacêutica pretende usar os dados para tentar a aprovação da injeção em vários países até dezembro.

O ensaio clínico

O ensaio clínico de Fase 3, indica que 99,9% dos participantes que tomaram uma injeção de lenacapavir duas vezes ao ano para prevenção do HIV não foram infectados pela doença.

Houve apenas dois casos entre 2.180 pacientes – reduzindo efetivamente o risco de infecção pelo HIV em 96%.

A dosagem apresentou-se 89% mais eficaz do que o Truvada, um comprimido tomado uma vez por dia.

Melhor que o comprimido

Para Onyema Ogbuagu (foto), diretor investigador do ensaio e do Programa de Pesquisa de Antivirais e Vacinas de Yale, nos EUA, a explicação do bom resultado pode estar na disciplina. Não é fácil manter a rotina dos medicamentos, admitiu.

“[Existe] a dificuldade que algumas pessoas podem ter de tomar uma pílula oral todos os dias, incluindo desafios relacionados com a adesão e o estigma”, disse.

Segundo o pesquisador, os resultados apresentados com as doses de injeção indicam um grande avanço.

“Acrescenta significativamente ao nosso arsenal de ferramentas para nos aproximar de uma geração livre da Aids”, afirmou ele em texto publicado pela Universidade de Yale.

Os estudos apontam que a injeção contra HIV reduz em 96% o risco de infecção da doença com somente duas doses. Foto: Instituto Couto Maia.

Resultados no mundo

O estudo foi realizado com homens cisgêneros e também transgêneros. Mulheres transgêneros. E indivíduos de gênero não binário.

Todos acima dos 16 anos que fazem sexo com parceiros designados como homens no nascimento.

Argentina, Brasil, México, Peru, África do Sul, Tailândia e Estados Unidos, participaram da pesquisa.

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