Santiago – A família de Pedro Pires de Oliveira, assassinado em setembro de 2014 em sua lancheria, enfrentou uma espera de nove anos por justiça apenas para ver suas expectativas frustradas com o cancelamento do julgamento do réu Luís Carlos de Lima Freitas.
Havia grande expectativa da família, que chegou cedo ao Fórum. No entanto, a frustração tomou conta; pouco depois das 9h foi anunciado que o júri seria cancelado.
Os advogados de defesa, Dionísio da Costa e Isaque Dutra, responsabilizaram a promotora Sílvia Jappe, alegando que ela e a imprensa deram destaque ao julgamento, prejudicando a defesa. O tom foi acirrado.
Apesar dos esforços para adiar o julgamento para 2024, a Juíza Cecília Laranja da Fonseca Bonotto manteve a decisão de fazer o júri neste ano. A nova data será dia 4 de dezembro, às 8h30min.
O crime
Luís Carlos de Lima Freitas atirou em Pedro Pires de Oliveira na lancheria da vítima. A motivação, conforme o Ministério Público (MP), seria a recusa de Pires em vender uma cerveja ao réu. Contudo, a família do comerciante alega que o acusado causava tumultos frequentes na lancheria.
Luís Carlos de Lima Freitas, atualmente em liberdade, enfrentará acusação por homicídio duplamente qualificado. Se for condenado, pode ser encaminhado diretamente para o Presídio.




