Conhecido entre os colegas como o “decano” da Lava Jato, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, aposentado desde 2019, participou ativamente dos primórdios da operação que se tornaria a maior investigação de combate à corrupção vista no Brasil.
Em entrevista ao ‘Estadão’, procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, mais experiente integrante da força-tarefa da polêmica operação que completa 10 anos questionada, avalia como remota a chance de surgir uma nova grande ofensiva de combate à corrupção no Brasil porque ‘o poder político se torna incontrolável quando se vê acuado’ Afirmou ainda que a prisão de Lula foi correta, baseada na condenação pelo Tribunal Regional da 4ª Região.
O que o procurador pensa sobre o STF?
Ele vê o STF como centro do desmonte da Lava Jato e fonte de insegurança jurídica, com estruturas judiciárias favorecendo a impunidade.
Qual a visão sobre a possibilidade de uma nova Lava-Jato?
Vê como remota a chance de uma nova operação no molde da Lava Jato, devido ao poder político que se torna incontrolável quando acuado.
Houve excessos na Lava-Jato?
O procurador nega excessos e defende que as críticas são tentativas de desqualificar a operação.
Como a Lava-Jato começou?
Iniciou com investigações sobre doleiros, aproveitando a expertise dos procuradores de Curitiba e a demanda por um governo mais limpo após as manifestações de 2013.
O que sobra da Lava-Jato dez anos depois?
Seu legado, segundo Lima, são os fatos revelados e a esperança de que algo semelhante possa ocorrer novamente para limpar o sistema político.
Sérgio Moro e a Lava-Jato?
A ida de Moro para o governo Bolsonaro é vista como prejudicial à operação, que foi cooptada pelo discurso de combate à corrupção sem intenção real de fazê-lo.
Qual a opinião sobre a migração de Deltan para a política?
É vista como inevitável, após pressões e ameaças de demissão dentro do Ministério Público.
A posição do STF mudou em relação à Lava-Jato?
Sim, inicialmente havia apoio, mas com mudanças na composição e pressões políticas, houve uma reversão da vantagem da operação.
O revisionismo é benéfico para o combate à corrupção?
Lima é cético quanto ao revisionismo judicial atual, acreditando que não trará melhorias no combate à corrupção, mas sim, um desvirtuamento das leis.
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Na minha opinião até não digo preso até hoje mas com toda certeza não deveria estar na presidência do país. Se tentaram prender o ex presidente por falsificação de carteira de vacina imagina se ele tivesse feito a metade do que o atual presidente fez ….
Mas como disse só acho…