Viamão, RS – (Região de Porto Alegre) – A Justiça concedeu liberdade provisória a Mayanna Angelina Rodgers, mãe de Oliver Grayson, de três anos, que morreu após ser espancado pelo pai em julho. A decisão saiu nesta quinta (8). Mayanna responde por quatro crimes de tortura por omissão, envolvendo Oliver e seus três irmãos. A acusação de homicídio contra ela foi arquivada. Já o pai, o missionário norte-americano D’andre Grayson, de 33 anos, segue preso preventivamente e responde por homicídio qualificado e quatro crimes de tortura.
Liberdade com restrições
Mayanna terá que usar tornozeleira, permanecer em casa das 20h às 6h e nos dias de folga, entregar o passaporte e não sair da comarca ou do país sem autorização. Também está proibida de se aproximar ou manter contato com os filhos, salvo decisão judicial. O juiz Guilherme Pires Mitidiero entendeu que os motivos para manter a prisão preventiva perderam força diante do andamento do processo.
Agressões e investigação
Segundo a Polícia Civil, Oliver foi agredido pelo pai em 5 de julho porque não teria dado bom-dia. O menino sofreu socos e teve a cabeça batida contra o chão. Ele m0rreu três dias depois, vítima de traumatismo craniano grave. A investigação também encontrou marcas de agressões antigas nas crianças e indícios de maus-tratos que teriam ocorrido durante anos. A polícia suspeita que a mãe orientava os filhos a esconder as marcas e não contar sobre as agressões.
Defesa se manifesta
Os advogados de Mayanna afirmam que a decisão reconhece a ausência de envolvimento dela no homicídio e que a prisão preventiva não era mais necessária. A defesa sustenta sua inocência e diz que ela continuará à disposição da Justiça.
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