Uma mulher de 45 anos foi resgatada de uma situação de escravidão em que atuava há 21 anos como doméstica, sem registro formal, salário ou direitos trabalhistas. O resgate ocorreu através de uma operação envolvendo auditores-fiscais da Gerência Regional do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal.
Adelaide Alexandrete apresentava Transtorno de Ansiedade Generalizado. Ela não recebia salário, não tinha liberdade para ir e vir e sofria violência psicológica dos empregadores, que a isolavam do mundo exterior.
Após o resgate, Adelaide foi encaminhada para assistência social e, posteriormente, para um abrigo municipal.
O Ministério Público do Trabalho negociou o pagamento rescisório referente a dois anos de trabalho, garantindo-lhe o recebimento do seguro-desemprego e buscando resolver a questão dos demais anos de serviço sem remuneração.
Adelaide saiu de Santiago em 2002 em direção a Santa Maria na esperança de tentar uma nova vida. Ao chegar na cidade, a mulher recebeu abrigo na residência em que trabalhou por 21 anos. No local, ela foi alojada numa garagem adaptada, onde não havia portas e nem paredes que isolassem a sua privacidade. Além de ser obrigada a realizar trabalhos pesados e de limpeza na residência e no estabelecimento comercial, a empregada sofria violência psicológica e por vezes até física.
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