Porto Alegre – RS – A Comissão Especial de Apoio às Maternidades e UTIs Neonatais da Assembleia Legislativa apresentou um relatório com alerta forte sobre a situação da rede materno-infantil no Estado. O trabalho teve relatoria do deputado estadual Cláudio Tatsch e presidência do deputado estadual Dr. Thiago Duarte. Entre os principais problemas estão a falta de leitos, de profissionais e de investimentos.
Diagnóstico
Segundo Cláudio Tatsch, a comissão encontrou uma rede mantida por equipes comprometidas, mas com muitos gargalos. O grupo percorreu várias regiões gaúchas em visitas técnicas e audiências públicas. O relatório mostra redução de leitos obstétricos, superlotação nas UTIs neonatais, carência de profissionais especializados e desigualdade no acesso entre as regiões.
Números preocupam
O levantamento também aponta falhas na regulação e na transferência de pacientes. Conforme a comissão, o RS perdeu cerca de 12% dos leitos obstétricos do SUS nos últimos anos. Na Região Metropolitana, a queda chega perto de 14%. Na prática, isso significa menos vagas para gestantes, mais deslocamentos e mais risco para mães e bebês.
Caminhos sugeridos
Entre as medidas sugeridas ao Governo do Estado estão a ampliação de leitos obstétricos e neonatais, a reabertura e o fortalecimento de maternidades, ações para prevenir a prematuridade e a integração da regulação de leitos com ferramentas modernas. Para Tatsch, a rede materno-infantil precisa ser tratada como prioridade permanente, porque envolve o começo da vida e a segurança das famílias gaúchas.
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso


