“Tristeza e revolta”. Esse foi o sentimento de Geraldo Fraga, de 44 anos, que precisou fazer uma cova para enterrar o pai em Bela Vista de Minas.

Tarcísio Leandro Fraga morreu na terça (28), por volta das 5h. A causa da morte do homem de 72 anos ainda não foi definida, mas o filho relatou que o pai tinha problemas com alcoolismo. No mesmo dia da morte, Geraldo foi à prefeitura solicitar uma cova no cemitério.
Uma funcionária pública entregou a Geraldo um documento que deveria ser entregue aos coveiros. Por volta das 15h, ele foi ao local, porém, não encontrou ninguém para atendê-lo.
Quando finalmente o pedido foi entregue, a primeira coisa que ele disse foi que não era garantido que abririam a cova a tempo do enterro.
“Eu pensei: a minha obrigação eu fiz, agora deixa eu ir embora que tenho mais coisas para resolver’”, contou Geraldo.
Na manhã seguinte, por volta de 8h, Geraldo chegou ao cemitério para o enterro e havia apenas 20 centímetros de cova. Dois funcionários ainda estavam retirando a terra do local.
Como se aproximava das 9h e o trabalho ainda estava no começo, o sobrinho de Tarcísio, Fabrício Alcântara, pegou as ferramentas e começou a cavar. Sem trocar mais uma palavra com os funcionários da prefeitura, Geraldo ajudou seu primo a tirar a terra para poder enterrar seu pai. A cena gerou revolta na comunidade que esperava o enterro.



