
Ela foi comprar carne para comemorar aniversário da mãe
Um vídeo mostra confusão na porta de frigorífico após anúncio de venda de picanha por 22 o quilo, em Goiânia. O caso foi registrado inicialmente na polícia como morte acidental.
A mulher que morreu após passar mal durante um tumulto na entrada do Frigorífico Goiás tinha ido aproveitar a promoção da “picanha mito” para comprar carnes a fim de comemorar o aniversário de 71 anos da mãe, conforme explicou um irmão da vítima. Um vídeo mostra a confusão no local (veja acima).
“Muito triste. Inclusive, a carne era para celebrar o aniversário da nossa mãezinha”, desabafou o irmão, que não quis se identificar.
Uma funcionária do Frigorífico Goiás disse que a empresa não vai se manifestar sobre o caso.
O tumulto aconteceu no domingo (2), dia do primeiro turno das Eleições de 2022, após o Frigorífico Goiás anunciar uma promoção em suas redes sociais de que o quilo da picanha seria vendido a 22 para quem estivesse usando a camiseta do Brasil. O valor original era 129,99.
Yeda Batista da Silva, de 46 anos, tinha ido ao frigorífico com o marido comprar carne para o aniversário da mãe. Segundo o irmão, ela passou mal no meio do tumulto e foi embora para casa. Em seguida, foi levada pelo marido a um hospital e, horas depois de ser internada, morreu devido a uma hemorragia.
O juiz eleitoral Wilton Muller Salomão determinou a suspensão da promoção e a divulgação dela no domingo mesmo. “A venda de carne nobre em preço manifestamente inferior ao praticado no mercado, no valor de R$ 22, revela indícios suficientes para caracterizar, em sede de um juízo não exauriente, conduta possivelmente abusiva do poder econômico em detrimento da legitimidade e isonomia do processo eleitoral”, escreveu o magistrado.



