Geral – O economista Hongbin Li, professor da Universidade Stanford, atribui parte do crescimento chinês ao investimento feito na educação nas últimas décadas. Autor de um livro sobre o exame nacional, ele participou de um evento no Instituto Caldeira.
A preparação
Segundo Li, muitas crianças começam a estudar para as futuras seleções aos quatro ou cinco anos. Antes do ensino fundamental, algumas já dominam cálculos básicos e reconhecem entre 2,5 mil e 3 mil caracteres chineses, quantidade suficiente para ler livros.
O Gaokao dura dois dias e define o acesso ao ensino superior. Apenas cerca de 5% dos participantes conseguem entrar nas instituições de elite. Durante as provas, cidades restringem o trânsito próximo aos locais para garantir silêncio, enquanto muitos pais deixam o trabalho para acompanhar os filhos.
O preço da competição
O professor reconhece que a pressão provoca estresse e problemas de saúde mental. Famílias mais ricas também conseguem pagar melhores escolas e professores particulares. Outra desigualdade aparece entre as áreas urbanas e rurais, onde é mais difícil manter profissionais qualificados.
Li calcula que a educação respondeu por cerca de um terço do crescimento anual da China durante o período de maior expansão econômica. Segundo ele, concluir uma faculdade pode aumentar a renda em 40%. A formação em uma instituição de elite pode acrescentar outros 40%.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH)
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