
A eleição ocorre nesta segunda (1º), às 19h. Oito deputados estão na disputa, mas o número pode mudar, pois o prazo para as candidaturas vai até as 17h.
Os nomes – Os principais nomes são o do líder do Centrão, Arthur Lira (PP-AL), que tem o apoio do presidente Bolsonaro; e o de Baleia Rossi (MDB-SP), candidato do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tenta implicá-lo como sucessor.
A eleição tem um enorme peso não só porque cabe ao presidente da Câmara definir as pautas de votação, mas também porque ele decide se autoriza ou não aberturas de processos de impeachment do presidente da República.
Arthur Lira se fortalece na reta final
Apoiado pelo Palácio do Planalto, o deputado do PP ganha força com o desembarque do DEM do bloco de apoio ao candidato Baleia Rossi (MDB) e com o racha dentro do PSDB. Com a vitória próxima, Bolsonaro fez ironias sobre a saída de Rodrigo Maia da presidência da Câmara. “Seja feliz. Tudo acaba um dia”, disse.
No apagar das luzes, Maia vem falar em impeachment

“Retaliação. Está na cara que é”, dizem alguns bolsonaristas. Após a decisão do DEM de abandonar o candidato Baleia Rossi na disputa pela presidência da Câmara, o atual presidente Rodrigo Maia diz que pode aceitar um pedido de impeachment contra o presidente Bolsonaro (ele tem vários engavetados e muitos chegaram agora).
A possível retaliação foi apresentada durante reunião nacional do partido, na casa oficial de Rodrigo maia, cujo mandato se encerra amanhã.
“Não precisamos de crise política” diz Lira

Já Arthur Lira (PP), candidato favorito à presidência da câmara, disse que Rodrigo Maia (DEM) agiu com prudência e equilíbrio ao não abrir o processo até agora. “Faço a seguinte análise: é um processo político que nenhum presidente da Câmara pauta o impeachment, o impeachment é que pauta o presidente. Se tivermos uma inflação de 200%, manifestações de rua gigantescas, se tivermos desordem social, isso vem naturalmente” disse.



