
A Polícia Federal está investigando a entrada de joias presenteadas pelo regime da Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O tenente-coronel Mauro Cid, que era ajudante do antigo chefe do Executivo, será ouvido pelos investigadores junto com o próprio Bolsonaro. (F: GZH)
O pacote de joias femininas apreendido pela Receita Federal em Guarulhos, avaliado em R$ 16 milhões, teria sido ordenado pelo próprio ex-presidente a ser recuperado. Os outros dois pacotes de joias masculinas teriam sido incorporados por Bolsonaro sem serem declarados à Receita Federal.
Em outubro de 2021, a comitiva do governo Bolsonaro, liderada pelo então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, tentou entrar no Brasil com duas caixas de joias de forma ilegal e sem declarar à Receita Federal. O conjunto mais valioso, estimado em cerca de R$ 16 milhões, acabou retido pelos auditores da Receita. Este seria levado para a então primeira-dama Michelle Bolsonaro. Todas as joias são da marca suíça Chopard.

- Colar
- Anel
- Relógio
- Par de brincos de diamantes
Segundo pacote
Na mesma comitiva, um segundo pacote acabou entrando no país sem declaração à Receita, e foi recebido pelo ex-presidente no Palácio da Alvorada, que acabou incorporando ao seu acervo pessoal. As peças estão avaliadas em cerca de R$ 400 mil. Todos os itens são da marca Chopard.
- Relógio com pulseira em couro
- Par de abotoaduras
- Caneta rosé gold
- Anel
- Masbaha rosé gold
Terceiro pacote
Em 2019, Bolsonaro recebeu da Arábia Saudita outro estojo com joias masculinas, e levou consigo após o fim do mandato, no fim de 2022. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ele foi entregue em mãos ao próprio ex-presidente, quando esteve com sua comitiva em viagem oficial a Doha, no Catar, e em Riade, na Arábia Saudita. Os itens têm diamantes cravejados e são avaliados em mais de R$ 500 mil.
- Relógio de ouro branco da marca Rolex
- Anel de ouro branco
- Caneta da marca Chopard
- Par de abotoaturas de ouro branco
- Masbaha



