
Ex-governador discorda da decisão do PT, que apenas recomendou o voto contra Onyx Lorenzoni, mas evita criticar o partido
Do alto dos seus mais de 2 milhões de votos como candidato ao Senado, o ex-governador Olívio Dutra decidiu tornar público seu voto em Eduardo Leite (PSDB). Falou à jornalista Rosane de Oliveira que discorda da decisão do PT, que aprovou a neutralidade com a recomendação expressa aos filiados de não votarem em Onyx Lorenzoni (PL), mas não critica o partido:
“Não vou criticar o partido, mas não vejo sentido em votar nulo ou branco quando se tem dois perfis tão diferentes disputando o segundo turno. Tenho uma série de críticas a Eduardo Leite, mas voto nele porque o outro é o candidato de um homem que ameaça a democracia e o processo civilizatório”, disse.
Olívio diz que “está em jogo uma questão maior, que é a defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito”, ameaçados pelo presidente Jair Bolsonaro por palavras, atos e intenções como a de aumentar o número de ministros do Supremo Tribunal Federal:
“Falam tanto da Venezuela, mas o Brasil está muito mais próximo de se tornar uma Venezuela com Bolsonaro do que com Lula. Hugo Chávez era um militar golpista. Eleito, o que ele fez na Venezuela foi dominar o Congresso e depois o Judiciário, aumentando o número de ministros”, declarou.



