São Leopoldo – RS – (Vale do Sinos) – Transferências entre contas bancárias, uso de chaves Pix e saques em dinheiro formavam o caminho usado para dificultar a identificação da origem dos valores, conforme a investigação. A Operação Mexicano foi realizada em 29 de outubro contra suspeitos de administrar recursos de uma facção que vendia drogas por telentrega.
A polícia cumpria 11 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão em 13 municípios. Até a atualização da reportagem, dez suspeitos haviam sido presos. As ordens abrangiam São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Portão, Canoas, Porto Alegre, Esteio, Osório, Capão da Canoa, Imbé, Charqueadas e Montenegro.
O caminho do dinheiro
O delegado Ayrton Figueiredo, da Draco de São Leopoldo, descreveu o esquema como uma “ciranda financeira”. Segundo ele, o dinheiro das vendas de drogas passava por diversas contas até ser sacado, voltando a circular em espécie e a financiar novas compras de entorpecentes. O principal alvo seria o responsável por organizar o caixa e transformar os valores transferidos em dinheiro vivo.
A investigação começou após prisões de integrantes da facção, que usava a marca Mexicano para comercializar drogas. Em 2024, foram presos 17 suspeitos, entre eles Roger Gustavo Moreira, conhecido como GG e apontado como líder da organização.
O investigado está foragido desde agosto, após passar ao regime semiaberto e romper a tornozeleira eletrônica. Segundo a polícia, ele não é alvo desta etapa da operação. (Redação, João Lemes. Fonte: GZH)
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