Charqueadas – RS – (Região de Porto Alegre) – Eles faziam parte de um esquema moderno para abastecer cadeias. O grupo usava drones equipados com sensores de calor e até tecnologia russa para entregar encomendas proibidas em presídios da Região Metropolitana, Serra e Litoral Norte.
Logística do crime
A investigação descobriu que os criminosos tinham uma oficina própria para montar e consertar os aparelhos. Um sujeito especializado em voos, chamado de “droneiro”, fazia as adaptações para que os equipamentos aguentassem mais peso e voassem mais longe. Eles aproveitavam a madrugada para lançar os pacotes, que eram pescados com ganchos de dentro das celas.

Esquema de milhões
O lucro da quadrilha era alto, já que cada celular entregue chegava a custar 70 mil dentro da cadeia. Para não serem pegos, os pilotos usavam ganchos, sensores para ver onde os guardas estavam e até jet-skis para fugir pela água se a coisa ficasse braba. Alguns drones custavam mais de 100 mil, mas os bandidos não se importavam em perder o aparelho se a carga chegasse ao destino.

Ação policial
Os policiais cumpriram 34 mandados de prisão e outros 34 de busca em casas e penitenciárias. A operação começou depois que quatro sujeitos foram pegos em flagrante no ano passado com um drone indo para a Pasc. A polícia apreendeu aparelhos, chips e até documentos falsos que imitavam carteiras funcionais de policiais.
Redação, João Lemes; Fonte: Polícia Civil
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