
Santiago – O professor Édison Hüttner apresentou os resultados de uma pesquisa histórica que fez em cima de uma peça do acervo. Ele esteve no ano passado em Santiago. Apelidado de “Indiana Jones” por suas descobertas arqueológicas, Huttner é pós-doutor em História e professor do programa de Pós-Graduação em História e Teologia pela PUCRS e coordenador do Grupo de Pesquisa Arte Sacra Jesuítico-Guarani e Luso-Brasileira.
Huttner ficou entusiasmado em conhecer o Museu Pedro Palmeiro e seu valioso o acervo. Chamou sua atenção uma peça em especial; a de um querubim missioneiro, que o motivou a iniciar uma pesquisa e verificar a sua origem.
Segundo o professor Huttner, o querubim tem mais de 300 anos e teria sido produzido com técnicas de policromia características das esculturas missioneiras dos séculos XVII e XVIII, sendo um peça de arte barroca-jesuítico guarani, possivelmente produzida em alguma de reduções de Santa Rosa, Santo Ângelo ou Argentina, considerando a origem dos avós da senhora Célia Machado, doadora da peça ao museu, cujo bisavô era índio e residia em Giruá, cidade entre Santa Rosa e Santo Ângelo.



