A Associação Cannábica Ascamed divulgou uma nota à imprensa sobre a ação da Polícia Federal que investiga o cultivo de maconha (cannabis) em uma propriedade em Caçapava do Sul. A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão em Santa Maria. Durante a ação, foram incinerados 422 pés e 480 mudas de cannabis, além de insumos utilizados na produção, que não possuíam autorização para cultivo.
Os mandados foram cumpridos nas dependências da associação e na casa do presidente da entidade. Para a Ascamed, a operação é considerada “desproporcional, sem justificativa legal e sem respaldo nas normas vigentes relacionadas ao uso medicinal da cannabis”.
Segundo a associação, a entidade foi fundada em 2022 com o objetivo de garantir o acesso a tratamentos médicos baseados em cannabis para pacientes que buscam alternativas terapêuticas naturais e eficazes.
A entidade atende cerca de 900 pacientes em todo o país. A destruição das plantas afetará diretamente o tratamento dessas pessoas. A diretora da Ascamed nega a venda de parte da produção, como aponta a Polícia Federal.
Por fim, a associação informa que já está adotando as providências legais cabíveis e “tomará todas as medidas necessárias para assegurar que a associação e seus membros sejam tratados dentro da legalidade, com base nos direitos constitucionais à saúde e à dignidade humana, conforme os princípios que norteiam a luta pela regulamentação do uso medicinal da cannabis”.
Fonte: site Bei
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É maconha demais para uso medicinal né?