Dois servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foram presos por suspeita de usarem o sistema de geolocalização de celulares de forma indevida para coerção. As prisões ocorreram no Distrito Federal, e a ação envolveu o cumprimento de 25 mandados em nove cidades. Cinco servidores foram afastados.
A investigação mira crimes como invasão de dispositivo informático, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas sem autorização judicial.
O grupo suspeito teria utilizado o sistema da Abin para rastrear celulares repetidamente durante o governo Bolsonaro, quando o órgão era liderado por Alexandre Ramagem.
Os servidores detidos teriam usado esse conhecimento para evitar demissões em um processo disciplinar administrativo.
Entre os alvos está Caio Cesar dos Santos Cruz, filho do general da reserva e ex-ministro de Bolsonaro, Carlos Alberto Santos Cruz. Ele é apontado pelos investigadores como representante da empresa que vendeu o sistema a Abin.
(O Globo)




