Santiago/RS – O trabalho realizado pelas APAEs (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) em todo o Brasil está sob ameaça com a publicação do Decreto nº 12.686, que institui a nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva. A norma determina que o atendimento educacional especializado seja feito apenas no contraturno escolar, de forma complementar, obrigando que os alunos com deficiência frequentem as escolas regulares. A medida tem gerado preocupação entre famílias e profissionais da educação especial. Em entrevista ao programa A Pauta é, o presidente da APAE de Santiago, Antônio Schmitz (Maninho), classificou o decreto como um retrocesso. “O Governo está sendo impositivo e não consultou ninguém. Estamos recebendo muito apoio de famílias. Autoridades e da comunidade em geral contra essa medida”, afirmou.
Mobilização local
A mobilização contra o decreto já chegou ao poder legislativo municipal. Todos os vereadores de Santiago entregaram pessoalmente à APAE uma moção de repúdio ao Governo Federal, reforçando o apoio à instituição. Segundo o presidente Antônio, movimentos semelhantes estão acontecendo em diversas cidades do país, com esperança de que a medida seja revista. “O atendimento na APAE é integral e especializado. Não se trata apenas de educação, mas de um cuidado contínuo com pessoas que dependem disso desde a infância até a vida adulta”, destacou.
A estrutura da APAE de Santiago
A APAE mantém a Escola de Educação Especial Carlos Humberto Aquino Frota, com 141 alunos atendidos. A equipe conta com 41 profissionais, entre professores, educadores especiais, psicólogos, fisioterapeutas, entre outros. Além do conteúdo pedagógico, a instituição oferece fisioterapia, equoterapia, aquaterapia e atividades culturais. “O ambiente é preparado para respeitar as diferenças, promover inclusão e garantir o acolhimento às famílias”, reforçou o presidente.
Escola regular não supre a demanda
A coordenadora escolar Fernanda Faturi, que também participou da entrevista, destacou que a escola regular não possui a estrutura necessária para substituir o atendimento oferecido pela APAE. “Hoje, a APAE oferece uma rede de apoio que nenhuma escola pública tem condições de garantir. Como cidadã, sou contra”, declarou.
Como ajudar a APAE de Santiago
A APAE de Santiago precisa do apoio da comunidade para continuar seu trabalho. É possível contribuir tornando-se sócio mensalista com qualquer valor ou fazendo doações de cestas básicas e outros itens.
A instituição também está participando de um sorteio nacional de R$ 300 mil, com venda de títulos a apenas R$ 1 cada. O link para compra está na bio do Instagram da APAE Santiago.
Informações fone: (55) 3251-2061
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