Brasília – DF – A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tenta acabar com a jornada de trabalho de seis dias por um de descanso continua na gaveta do Senado. Quase um mês depois de passar pela Câmara dos Deputados, o texto segue parado na Mesa Diretora porque o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ainda não despachou o projeto para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Nos bastidores, as lideranças batem cabeça sobre o ritmo da votação e o impacto da mudança na economia do País.
Falta de acordo adia debates
A PEC aprovada reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de folga sem mexer no bolso do trabalhador. Uma reunião entre líderes e o presidente da CCJ, Otto Alencar, para destravar o assunto foi adiada. Para complicar, a oposição apresentou uma proposta alternativa que mantém as 44 horas e dá mais flexibilidade para os patrões, o que dividiu ainda mais os senadores.
Empresários e sindicatos dividem opiniões
Os defensores da mudança afirmam que a medida melhora a vida do trabalhador, enquanto o setor empresarial alerta para o aumento dos custos e o risco de inflação. Os parlamentares que apoiam o fim da escala 6×1 queriam votar tudo antes do recesso de julho de 2026, mas, sem consenso, o futuro da jornada de trabalho segue indefinido e dependendo de conversa política.
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