Formigueiro- A Polícia indiciou quatro pessoas pela morte de Zilda Correa Bittencourt (58 anos), durante um suposto ritual religioso dentro de um cemitério. Os acusados estão presos. Um deles é Francisco Guedes (65 anos), apontado como líder de um centro religioso na localidade de Passo do Maia. Os demais são os irmãos Nayana Rodrigues Brum (33), e Larry Chaves Brum (23), e o pai deles, Jubal dos Santos Brum (67).
De acordo com a polícia, os qualificadores do crime são “motivo torpe, meio cruel e recurso que impediu ou dificultou a defesa da ofendida”. Duas das pessoas, líderes religiosas, admitiram que bateram nela “para expulsar o encosto, o espírito do mal que estava nela”. A vítima teria sido amarrada em uma cruz e espancada.

Moradora de Restinga Seca, a vítima viajou até a cidade para fazer a sessão. O marido e o filho a acompanharam. Após as agressões, Zilda foi levada ao hospital já desacordada, onde foi constatada a morte no início da madrugada de um sábado, 10 de fevereiro. A equipe médica identificou marcas de violência física.
Ela já havia buscado outras formas de “cura”, passando por tratamentos médicos e benzedura. Ela teria histórico de depressão.
Zilda dizia estar com um “espírito ruim” no corpo. Segundo o marido e o filho, ela desmaiava na presença do pastor quando ia na igreja, o que reforçaria a crença da família de que o problema era espiritual.



