No RS, as universidades têm visto um aumento no número de pessoas que desejam doar seus corpos para estudos e pesquisas.

O estudante Rodrigo Tressoldi, de 35 anos, é um dos voluntários cadastrados no programa de Doação de Corpo em Vida da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo. Ele decidiu doar o próprio para estudo e pesquisa na instituição, justificando que após a morte, seu corpo não teria utilidade em um cemitério.
Tressoldi é um dos 184 cadastrados no programa, criado em 2015, que já conta com outros voluntários de diversas idades. Atualmente, instituições do RS concentram 10 dos 39 programas de doações voluntárias de cadáveres para estudo no país, e a prática de sinalizar em vida o desejo de doar o próprio corpo para fins científicos é uma prática assegurada por lei desde 2002. (F: GZH)

Atualmente, o estado concentra 10 dos 39 programas de doação voluntária de cadáveres no país. A UFCSPA foi a primeira a criar um programa de doação em 2008 e é a que mais recebe doações, com 991 cadastros de intenção de doação desde então. VEJA AQUI COMO SER UM DOADOR
Apesar da queda durante a pandemia, o interesse em doar o próprio corpo para a ciência continua a crescer.

- O doador deve ter mais de 18 anos
- É preciso declaração de doação de órgãos e restos mortais e reconhecer o documento em cartório. É aconselhado que um familiar seja testemunha
- É permitido que o corpo seja velado antes de ser levado à universidade
- A universidade é a responsável pelo transporte do cadáver. Há um limite estipulado de distância para buscar o corpo
- Não há custos para a família com o transporte
- Não são aceitos corpos em caso de morte violenta, ou seja: decorrente de acidentes de qualquer natureza (trânsito ou queda), homicídio ou suicídio. Isso porque, os corpos devem ser submetidos à necropsia e, conforme necessidade da investigação, devem estar à disposição para exumação
- A instituição de ensino não paga nenhum valor ao doador ou à família




