
Bolsonaro está sendo avisado sobre os desdobramentos da prisão de seu aliado e disse a assessores que não pode ser surpreendido pela imprensa em relação ao rumos das investigações.
(fonte: Vicente Nunes – Correio Brasiliense)
Há um incômodo no Planalto com a forte ligação de dois filhos do presidente com o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, preso sob a acusação de chefiar um esquema de corrupção.
Segundo assessores do presidente, o senador Flávio e o vereador Carlos são muito próximos de Crivella e trabalharam pesado para que todas as CPIs e todos os processos de impeachment contra o prefeito não prosperassem.
Segundo o Ministério Público, o QG da Propina na Prefeitura do Rio movimentava até 2 milhões por mês em repasses feitos por empresários.
Flávio e Carlos são do mesmo partido de Crivella, o Republicanos. E explicitaram apoio à candidatura do prefeito (que acabou derrotado). Bolsonaro também fez campanha para Crivella, acreditando que aumentaria seu poder no Rio.
Para Bolsonaro, se Crivella continuar preso, tudo bem. O que não pode é levar a crise para dentro do Planalto. Já basta o escândalo provocado pelo processo das rachadinhas, cujo filho Flávio é peça central.



