A denúncia é sólida em conectar Bolsonaro a uma tentativa de golpe por meio de provas indiciárias e testemunhais, mas apresenta fragilidades em pontos específicos, como os eventos de 8 de janeiro e o plano de assassinatos, que carecem de provas diretas.
Pontos fortes
- Narrativa lógica e coerente: A denúncia construiu uma narrativa conectando os ataques às urnas eletrônicas, a deslegitimação das eleições e os atos de 8 de janeiro como parte de uma tentativa de golpe de Estado.
- Provas materiais e testemunhais: Incluem minutas de Estado de Sítio, mensagens de celular de aliados e o testemunho do general Freire Gomes, que recusou apoiar o plano golpista.
- Prova indiciária: A teoria de “autor por trás do autor” sustenta que Bolsonaro, como líder, tinha ciência e poder de mando sobre as ações, mesmo sem envolvimento direto.
- Conexões com aliados: Depoimentos e documentos indicam que pessoas próximas a Bolsonaro estavam envolvidas no planejamento de ações golpistas.
Pontos fracos
- Ligação com os atos de 8 de janeiro: A acusação carece de provas contundentes de que Bolsonaro ordenou ou planejou diretamente a invasão dos Três Poderes.
- Plano “Punhal Verde Amarelo”: A falta de confirmação de que Bolsonaro tinha ciência do plano enfraquece essa parte da acusação. A delação de Mauro Cid não corrobora a participação do ex-presidente.
- Dependência da narrativa: Caso a narrativa geral não seja aceita, os eventos isolados podem não ser suficientes para comprovar o crime de tentativa de golpe de Estado.
- Omissão como argumento: Bolsonaro já não era presidente durante os ataques de 8 de janeiro, o que enfraquece a tese de omissão ou inação como crime. (BBC)
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